Contistas Brasileiras para ler todo dia

 

O post é sobre contistas brasileiras, mas como o mote foi o 8 de março, Dia da Mulher, vou começar falando de Virginia Woolf escritora inglesa que causou muito na cena literária londrina, e do mundo, nas primeiras décadas do século passado. Em 1928, fez uma série de palestras na Universidade de Cambridge, que depois virou o livro “Um teto todo seu”, clássico da literatura feminista, que fala sobre as condições da mulher na sociedade e sua produção literária. Passado tanto tempo ainda são incomodamente atuais.Uma frase sua ficou célebre: “Uma mulher precisa ter dinheiro e um teto todo seu”. 

E você quando você pensa em autoras femininas brasileiras pensa em quem? Qual a escritora brasileira que primeiro vem à sua cabeça? Clarice? Lygia? Raquel? Cecília? Conceição? Consegue rapidamente elencar dez das suas escritoras nacionais preferidas? É mais fácil quando se fala de autores homens, né? Nessa nossa sociedade machista, a literatura não foge à regra.


Então como gancho do Dia 8 de março lembro  de alguns contos inesquecíveis escritos por mulheres brasileiras.


Primeiro da lista é Clarice, claro. Vários, claro. O Amor, Felicidade Clandestina, A língua do P. Mas o meu predileto é Ruído de Passos, com as agruras da Sra. Raposo, que está no Livro “A Via Crucis do Corpo”, de 1974.


Outro que me tira o fôlego é A medalha, de Lygia Fagundes Telles, do livro Filhos Pródigos, 1978 (reeditado como A Estrutura da Bolha de Sabão, em 1991), é de uma crueldade feminina devastadora.


Maria, do livro Olhos d´agua, de Conceição Evaristo, de 2014, é para ler e, devastado, ir chorar na janela.


Esses são os meus preferidos na vida, se pudesse só levar três contos de mulheres para reler durante a vida toda.


Para se aventurar por outras contistas maravilhosas mas com menos fama, procure por Natalia Borges Polesso, Luci Collin, Maria Lúcia Simões e Jarid Arraes. E se jogue nos livros fazendo suas próprias descobertas.


Para fechar com a grande Virgínia, “Seria mil vezes uma pena se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como eles, ou se parecessem com eles, pois se dois sexos é bastante inadequado, considerando a vastidão e a variedade do mundo, como faríamos com apenas um?”


 Boa leitura!


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