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#19: O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO (João do Rio, 1921)

No País que chamavam de Sol, apesar de chover, às vezes, semanas inteiras, vivia um homem de nome Antenor. Não era príncipe. Nem deputado. Nem rico. Nem jornalista. Absolutamente sem importância social. O País do Sol, como em geral todos os países lendários, era o mais comum, o menos surpreendente em idéias e práticas. Os habitantes afluíam todos para a capital, composta de praças, ruas, jardins e avenidas, e tomavam todos os lugares e todas as possibilidades da vida dos que, por desventura, eram da capital. De modo que estes eram mendigos e parasitas, únicos meios de vida sem concorrência, isso mesmo com muitas restrições quanto ao parasitismo. Os prédios da capital, no centro elevavam aos ares alguns andares e a fortuna dos proprietários, nos subúrbios não passavam de um andar sem que por isso não enriquecessem os proprietários também. Havia milhares de automóveis à disparada pelas artérias matando gente para matar o tempo, cabarets fatigados, jornais, tramways, partidos nacionalista...

CONTOS DE CARNAVAL (1) - O bebê de tarlatana rosa

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Carnaval também é tempo de ler. Que tal um conto que vai lhe transportar para o Rio de Janeiro do início do século XX?  O conto  O bebê de tarlatana rosa foi  p ublicado a primeira vez no livro de contos  Dentro da Noite, em  1910. A autoria é de  João do Rio,  pseudônimo usado pelo carioca João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto,  jornalista, escritor, tradutor e teatrólogo, considerado um pioneiro da crônica-reportagem e  membro da Academia Brasileira de Letras.  O "tarlatana" do título refere-se a um tipo de t ecido de algodão, fino e encorpado,  que era muito usado em forros de vestidos, trajes de bailarina e em fantasias de carnaval. Boa leitura! O bebê de tarlatana rosa - Oh! uma história de máscaras! Quem não a tem na sua vida? O carnaval só é interessante porque nos dá essa sensação de angustioso imprevisto... Francamente. Toda a gente tem a sua história de carnaval, deliciosa ou macabra, álgida ou cheia de lux...